sábado, 29 de agosto de 2009

A juventude quer viver!

Declaração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil contra a Redução da Maioridade Penal.

“Todas as vezes que fizestes isso a um desses mais pequenos (...) foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40)

O Brasil enfrenta uma onda generalizada de violências sob os mais variados aspectos e pontos de vista. São violências que vão desde a negação ou privação dos direitos básicos à vida até àquelas que geram insegurança, apreensão, medo.
Campanhas equivocadas criminalizam crianças, adolescentes e jovens como principais responsáveis dessas ações violentas, quando na verdade, frequentemente, os maiores culpados ficam totalmente impunes.
Os atos violentos, os crimes, o narcotráfico, envolvendo-os, a cada dia, em sua perversa trama, tiram-lhes as possibilidades de plena realização e os afastam de sua cidadania.
Neste contexto, o Senado volta a discutir a redução da maioridade penal com argumentos que poderiam ser usados também para idades menores ainda, como se esta fosse a solução para a diminuição da violência e da impunidade. A realidade revela que crianças, adolescentes e jovens são vítimas da violência. Muitas vezes são conduzidos aos caminhos da criminalidade por adultos inescrupulosos.
A CNBB entende que a proposta de redução da maioridade penal não soluciona o problema.
Importa ir a suas verdadeiras causas, que se encontram, sobretudo, na desagregação familiar, na falta de oportunidades, nas desigualdades sociais, na insuficiência de políticas públicas sociais, na perda dos valores éticos e religiosos, na banalização da vida e no recrutamento feito pelo narcotráfico.
Reafirma a CNBB que a redução da maioridade penal violenta e penaliza ainda mais adolescentes, sobretudo os mais pobres, negros, moradores de periferias.
Persistir nesse caminho seria ignorar o contexto da cláusula pétrea constitucional - Constituição Federal, art. 228 - além de confrontar a Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente, as regras Mínimas de Beijing, as Diretrizes para Prevenção da Delinquência Juvenil, as Regras Mínimas para Proteção dos Menores Privados de Liberdade (Regras de Riad), o Pacto de San José da Costa Rica e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instrumentos que demandam proteção especial para menores de 18 anos.
Crianças, adolescentes e jovens precisam ser reconhecidos como sujeitos na sociedade e, portanto, merecedores de cuidado, respeito, acolhida e principalmente oportunidades.
A Igreja no Brasil conclama os poderes públicos – Executivo, Legislativo e Judiciário – bem como a sociedade civil a debater o assunto. Urge a busca de soluções focadas nas políticas públicas que efetivem melhores condições de vida para todos, na implementação de medidas sócio-educativas previstas no ECA e no desenvolvimento de uma política nacional de combate ao narcotráfico, penalizando com maior rigor a manipulação e o aliciamento de crianças, adolescentes e jovens pelo crime organizado.
A Igreja Católica, através de suas comunidades eclesiais, pastorais, movimentos e entidades sociais, desenvolve projetos sócio-educativos, profissionalizantes, de recuperação de dependentes químicos e de atendimento a adolescentes autores de ato infracional, obtendo resultados que indicam à sociedade caminhos a partir de ações educativas e não punitivas.
A CNBB se une a todos os brasileiros que trabalham para que se cumpra a premissa básica da Constituição Federal, art. 227: “CRIANÇA E ADOLESCENTE PRIORIDADE ABSOLUTA” e reafirma sua posição contrária à redução da maioridade penal.

Indaiatuba, São Paulo, 24 de abril de 2009.

Oportunidade de formação para os/as jovens!

CAJO:

Animadores
Manancial
Um olhar sobre a vida
CAJO
Conexões
Curso Pós-Graduação


Coordenação: Ir. Giselda dos Santos Braga, Antonio Frutuoso, Ir. Alvanei Finamor, Maicon André Malacarne e Ir. Gema Rosália Molon.

E-mail: cajo@ipjrs.org.br

Datas do 21º CAJO
1ª etapa - 06 a 26/01/10
2ª etapa - 16 a 29/07/10
3ª etapa - 06 a 26/01/11

Juntamente com a ficha de inscrição preenchida (anexa), os interessados devem encaminhar a Carta de Apresentação (do/a diretor/a do colégio, coordenação diocesana ou assessor/a, coordenação das PJs) e a foto 3/4 pelo e-mail cajo@ipjrs.org.br ou pelo seguinte endereço:
Instituto de Pastoral de Juventude do Rio Grande do Sul
Coordenação CAJO 21º
Rua Alegrete, 400 - Bairro Niterói - Canoas/RS
CEP 92120-170

Informações: cajo@ipjrs.org.br ou (51) 3428.4993.

Publicações da Rede Brasileira de Centros e Institutos.


Subsídios para auxiliar na caminhada dos grupos de jovens.

XIII Assembléia da Pastoral da Juventude.

“Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter...”

Nas rodas da vida e da memória,
dançamos e compomos nossa história

Anápolis, 4 a 6 de julho de 2008

Proposições para a caminhada da
Pastoral da Juventude.




É com muita alegria que a Pastoral da Juventude do Regional Centro-Oeste da CNBB partilha e coloca em comunhão as reflexões, desafios e proposições para os próximos anos, apontadas pelos/as jovens na Assembléia Regional.
Percebemos que as organizações diocesanas têm se empenhado para a articulação, acompanhamento e animação dos muitos grupos de jovens presentes nas comunidades e paróquias de nossas dioceses.
Avançamos muito com a presença de assessoria de religiosos e, sobretudo, de leigos/as jovens. No entanto ainda é grande o grito dos grupos de jovens por pessoas para acompanhar e apoiar a caminhada.
No diálogo com a Igreja, com seus pastores, lideranças e pastorais, a Pastoral da Juventude tem estado aberta para o diálogo com as diferentes lideranças na missão da Igreja em evangelizar a juventude conforme nos pedem os bispos reunidos em sua Assembléia Geral, e o Papa em maio de 2007 ao encontrar-se com os jovens no Brasil. Mas ainda é constante o desejo de que toda a igreja reconheça de forma afetiva e efetiva a ação juvenil e o “divino presente nos/as jovens” que anseiam pela “Boa-notícia”.
Na Assembléia reafirmamos nossos espaços de formação e agradecemos a todas as pessoas, instituições e institutos que de uma forma ou de outra têm apoiado a caminhada da Pastoral da Juventude nas Paróquias, Dioceses e Regional.
Queremos cada vez mais que a Semana da Cidadania, a Semana do Estudante e o Dia Nacional da Juventude (DNJ) sejam momentos e lugares que nos permitam levar nossa mensagem cristã aos jovens a partir da nova vivência, espiritualidade, cantos e esperança de transformação, enquanto seguidores/as de Jesus de Nazaré.
Nesses dias que estivemos reunidos no Seminário Regina Minorum, decidimos e debatemos a partir da Mística Franciscana, o cuidado com a natureza, o meio ambiente e a pessoa, anunciando e denunciando as situações de dor e extermínio da juventude. Mas também a influência da mídia, do agro-negócio no modo de ser da juventude.
Voltamos nossos olhos para os recentes documentos: “Evangelização da Juventude” e “Aparecida”, buscando luzes para ser uma Pastoral da Juventude comprometida com a construção da “ Civilização do Amor”.

A espiritualidade, a festa e a reflexão nos motivam a seguir na “Teimosia da Esperança”!!!
Diante da realidade, na qual estamos inseridos/as como jovens, e tendo em vista a defesa da vida, a dinamização da Pastoral da Juventude nas dioceses e no Regional Centro-Oeste, pontuamos os desafios e respostas de ação que queremos efetivar nos próximos anos:

Juventude

Desafio: Cuidar dos/as jovens que estão nos grupos.
Ação: Realizar formação permanente em escolas de formação.

Desafio: Garantir e despertar jovens protagonistas.
Ação: Possibilitar formação: despertando o interrese dos/as jovens e levando os/as assessores/as para uma atuação mais localizada.

Desafio: Encantar os/as jovens dos grupos de base com a história e a identidade da pastoral da juventude.
Ação: Realizar escolas de liderança, missões jovens e acompanhamentos com os grupos.

Comunidade

Desafio: Estabelecer o diálogo da Pastoral da Juventude com o clero e as instâncias da Igreja.
Ação: Intensificar os espaços de diálogo que contribuam para mostrar o serviço dos/as jovens enquanto “Discípulos e Missionários”.

Desafio: Aproximar a Pastoral da Juventude do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), da Rede Celebra, das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), congregações e outras redes que trabalham com a espiritualidade libertadora.
Ação: Ir ao encontro desses grupos, estabelecer alianças, trocas de experiências e interações coletivas.

Desafio: Abertura da Pastoral da Juventude para a articulação do Setor Juventude.
Ação: Que a Pastoral da Juventude tenha participação efetiva na composição do Setor Juventude, conforme a Carta a Juventude - Diretrizes para o trabalho na Pastoral da Juventude no Regional Centro-Oeste.

Sociedade

Desafio: Garantir a dignidade e a vida plena dos/as jovens.
Ação: Efetivar o projeto “ A juventude quer viver”, adaptando as realidades locais.

Desafio: Ampliar as discussões e as redes ecológicas e ambientais .
Ação: Dar continuidade a realização dos Fóruns da Juventude do Cerrado.

Sustentabilidade

Desafio: Ter sustentabilidade financeira que possibilite uma melhor articulação dos trabalhos de acompanhamento aos grupos, organização, formação e atuação em rede.
Ações: Ampliar a contribuição coletiva das pessoas que se sentem pertencentes a Pastoral da Juventude.
Realizar no dia 20 de julho (Dia da Amizade) a mobilização de recursos para a sustentabilidade da Pastoral: 50% para o grupo e 50% para a PJ da diocese, regional e nacional.
Visibilizar as redes de apoio para a sustentabilidade e mobilização de recursos e parcerias.

Convidamos a todos/as para entrar conosco nessas rodas da vida e dos sonhos da juventude, que se reafirmam nos grupos de base, nas coordenações e assessorias que se dispõem a ser motivadores/as e provocadores/as da juventude.
Nesse centenário de Dom Helder Câmara voltamos para nosso chão e ousamos mais uma vez sonhar e caminhar juntos/as na certeza de que estamos na Construção do Reino.

Pastoral da Juventude
Regional Centro-Oeste CNBB
Nos dias da festa do Divino Pai Eterno